SINOPSE
por Isabel Rosete
A hipocrisia acobarda as mentes das gentes pequenas, sempre com medo de erguerem as suas vozes; o "politicamente correcto" (odeio clichés) cala o dizer aberto dos tachistas por mero compadrio.
Ângelo Rodrigues mostra-se como o arauto des-construtor desta farsa boçal, bastarda e brejeira, que é o Mundo, que naturalmente escapa, que é obviamente invisível, aos olhos míopes, aos ouvidos ensurdecidos dos espíritos adormecidos pelo convencionalmente imposto, aos espíritos castrados por um dito puritanismo que, claustrofobicamente, lhes esmaga a possibilidade de uma respiração oxigenada.
Ângelo Rodrigues, e o seu «ALQUIMIAS – antologia 1989-2010», é a mais perfeita antítese desta miserável constatação de uma humanidade terrivelmente apática, incapaz de rodopiar nas franjas do seu próprio círculo, imperfeito; de uma humanidade que sobrevive na latência de uma consciência que, a si mesma, já não se conhece.
Ângelo Rodrigues pega o toiro pelos cornos, com a nobreza de todas as pegas de caras. Jamais se emaranha nas labirínticas teias da dissimulação ou do dizer de demagógico. A sua alma epifaniza-se na transparência do seu próprio pensamento astuto, redondo, sem preconceitos, e no seu dizer sem freios.
Todas as palavras, que para o papel em branco transporta, estão, sempre, no seu devido lugar, sem eufemismos, sem rodeios, sem intenções en-cobertas.
A Verdade des-vela-se nos seus textos, contos, poemas e aforismos, bem à maneira heideggeriana, por mais "absurda" ou "risível" que seja.
Há, na escrita deste homem, a mão de Dioniso, a embriaguez catártica do deus que co-habita nas entranhas Terra, que promove, apologeticamente, o instintivo, o visceral, o libidinal, na sua clareza absoluta, "para além do bem e do mal", afastando a censura tirânica do Super-Ego, a ilusória beleza e pseudo-perfeição das formas de Apolo, que ludibriam o território dos simples mortais, bi-céfalos.
Também eu aceitei o convite de me tornar "argonauta", embarcando, sem receios, na nave que «mostrará os novos universos criados pelo autor».
«(...) Desassossego poderia ser a palavra escolhida para traduzir a sensação provocada pela leitura de «Eu, o Ser e a Dúvida», de Ângelo Rodrigues, um poeta da nova geração que revela uma forma de Ser e Estar, presente. Um livro actual que retracta uma realidade que ultrapassa a vivência do próprio Eu. (...) Estamos perante uma obra nova, arrojada, que abala o convencional e que reflecte o sentir de um presente inserido num processo de mudança, que se procura a todos os níveis. Uma obra que merece não só uma leitura, mas também uma reflexão (...)».
Maria Manuela Dantas Jornal Letras & Letras
«(...) Pela Poesia que revela, ou seja pela Totalidade que se decifra no conjunto da sua produção, a caminho de uma personalização significativa (...)».
José Valle de Figueiredo jornalista
«(...) Um novo estilo do discurso se “contabiliza” por dentro da mensagem agreste de Ângelo Rodrigues, quer ao nível do esteticismo, da epistemologia, da lógica e mesmo (em certas passagens) da metafísica, quando o autor “desbrava” imagens imaginativas e nelas se instala a emoção e o talento inventivo. Isto não nos situa, como é óbvio, num comportamento indecifrável do pensamento escrito, muito antes pelo contrário, enriquece a representação física da palavra, naquilo que se pode determinar por “metáfora” bem tecida (...)».
Artur Lucena escritor, jornalista
«(...) Ao passar os olhos pelo original Compra-me Um Deus, detive a minha atenção nestes dois pequenos versos: «Sou um humilde seleccionador / De tudo o que me espante». Talvez a poesia (de Ângelo Rodrigues) só esteja visível para quem optar pelo espanto do que vê e não vê, do que sabe e não sabe. Mas teremos de seleccionar os objectos de espanto (...)».
Maria Alberta Menéres escritora, jornalista
«A poesia de Ângelo Rodrigues é uma proposta de interrogações (...)».
Isabel Ary dos Santos, Jornalista
«(...) Ângelo Rodrigues dá-nos uma vez mais, neste seu livro (Compra-me Um Deus), a outra dimensão do Homem e a outra face da angústia.Ser e não ser, morrer vivendo, ou vivendo para morrer, são entrelinhas do conflito dos sentimentos, que, para lá da razão, dão a medida mais elevada do Homem, quando ao libertar-se dos desejos efémeros do quotidiano, vislumbra o além, que estará, mesmo que não esteja (...).(...) Ângelo Rodrigues no seu livro Eu, o Ser e a Dúvida procura exactamente abranger as duas faces do Tudo: Estar e Ser. E porque a coincidência é rara ou impossível, o poeta canta a sua dor pelo absurdo da existência humana (...).(...) Li-o de um trago, como quem bebe um copo de vinho amargo mas de boa cepa. (...) Que bem me fez ler este livro (Da Ressurreição do Espanto). Aumentou o meu desassossego e fez-me subir alguns degraus. Obrigado Amigo por me ter perturbado!».
Júlio Roberto, escritor, filósofo, "animador de ideias"
«O poema ”Da Mulher” terá de ser uma referência da nossa poesia - talvez seja mesmo um dos melhores poemas que li até hoje».
Natália Correia, escritora
Aquando da sessão de apresentação de Compra-me Um Deus,
Sociedade Portuguesa de autores, 20 de Novembro de 1992
LIVROS (ANTOLOGIAS, COLECTÂNEAS...)
PUBLICADOS EM PARCERIA
Incomensurável, poesia a treze, Editorial Minerva, 2000
Da Ressurreição do Espanto/Um Outeiro de Ninguém,
Ângelo Rodrigues e Abílio Sampaio, 1998
Literatura Actual de Almada; antologia da responsabilidade
da Câmara Municipal de Almada; organização, selecção
e prefácio do escritor Fernando Miguel Bernardes;
1998
Bosque Flutuante - o vírus na rede dos camaleões,
poesia a doze, Editorial Minerva, 1996
Antologia de Poesia Contemporânea, Vol. VI, 140 autores,
37 países, coordenação literária de Luís Filipe Soares,
Livros Universo, 1988
Antologia de Poesia Contemporânea, Vol. V,
97 autores, coordenação literária de Luís Filipe Soares,
Livros Universo, 1988
COLABORAÇÃO EM JORNAIS E REVISTAS LITERÁRIAS
NEO - revista literária, Nº 9, Departamento de Línguas
e Literaturas Modernas da Universidade dos Açores, 2009
IARARANA - revista brasileira de arte, crítica e literatura,
nº 3,
Salvador-Bahia, Brasil, 2000
CYBERLETTER - revista cultural e literária, vários números
O ARAUTO DE BOCAGE - revista bimestral de literatura,
vários os números
JORNAL DE LETRAS, ARTES E IDEIAS, alguns números
Jornal LETRAS & LETRAS, alguns números
Revista OS MEUS LIVROS, alguns números
BÉRRIO, Revista da Associação de Estudantes da Faculdade
de Letras da Universidade de Lisboa, alguns números
OUTROS PROJECTOS LITERÁRIOS










