AVULSAS IMPRESSÕES
Poesia
porque há Sentidos, manifestação apolínea e dionisíaca, vontade, desejos,
sonhos... porque queremos ter asas e o privilégio dos deuses: viajar
livremente no Incomensurável.
Se estão-em-Poesia deixem-se ficar! Os poetas diferenciam-se por
serem os únicos privilegiados com vocação para o Infinito e com
legitimidade para o Impossível. Como nos disse Glissant, “o poeta
legitimou o seu privilégio de provocar o impossível”.
Poesia
porque sim! Há dúvidas, agitações, perplexidades, inquietudes,
inconformismos... O poeta usa uma “linguagem” para além da linguagem, algo
superior e sublime, uma hiper-linguagem que designamos poética. Não é
necessário explicá-la, acontece e isso basta.
Há
grandes razões para uma obra desta natureza: descodificar preconceitos
poético-vivenciais, colocar questões dialogando com o Uni-verso, interrogar os
deuses sobre o Bem e o Mal, o Amor e o Ódio, a Vida e a Morte. Outras razões
essenciais, têm a ver com a nossa (autores/poetas/artistas) maneira de estar
no mundo e na Vida, com a Verdade e/ou ocultação das coisas, dos seres, dos
“porquês”.
A
“linguagem poética” permite-nos dizer e intuir o indizível; mais do que uma
sublime ferramenta ou instrumento para (...), é, sobretudo, a única que
estabelece – quando devidamente interiorizada e vivida – como que uma ponte
entre o Aquém e o Além, entre a Vida do hoje e a Eternidade. A Poesia é,
partilhando do que alguém afirmou, “a linguagem dos deuses”.
O poeta
pretende ser também, uma espécie de moscardo que espicaça as consciências
adormecidas, lembrando e alertando os espíritos mais ensonados e incautos como
que dizendo: Homem(!), há muito MAIS para lá do que os teus olhos vêem.
Um abraço
aos autores/poetas (espíritos insatisfeitos, inquietos e livres) que tornaram
possível esta aventura.
Ângelo Rodrigues
Lisboa, 23 de Março de 2000
CONVITE
EDITORIAL
MINERVA e os autores, têm o
prazer de convidar V. Exª,
família e amigos, para a sessão de apresentação da colectânea INCOMENSURÁVEL
- poesia a treze, a realizar no dia 27 de Maio (Sábado) de 2002, pelas 18:30 horas em:
FEIRA DO LIVRO DE LISBOA
Auditório da APEL - Parque
Eduardo VII – Lisboa
Coordenação da sessão e
apresentação da obra e autores por Ângelo
Rodrigues. Participação especial do escritor e "animador de
ideias" Júlio
Roberto. Selecção e leitura de poemas dos autores pelos Jograis
Orpheu (Vanessa Gomes, Abílio Sampaio, Carlos Silva e Ângelo
Rodrigues). Performance musical por Carlos Silva (voz, harmónica,
guitarra e sintetizador).

Leitura de poemas pelos Jograis Orpheu
-
70ª Feira do Livro de Lisboa.
A contar da esquerda: Carlos
Silva, Abílio Sampaio,
Vanessa Gomes e Ângelo
Rodrigues